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Alimentando o amor PDF Imprimir E-mail
Por Adriana Tanese Nogueira   
12 de Setembro de 2006

A amamentação é, em primeiro lugar, um ato de amor. Após darmos à luz, damos nutrimento e amor, aconchego e acolhimento (ser mãe é mesmo um trabalhão!)

Durante a amamentação se processam inúmeras informações e experiências em todos os níveis do ser da mãe e do bebê. O contato pele a pele é já por si só rico em nutritivos psicológicos. Quanto aos nutritivos biológicos vou deixar a palavra ao senso comum, às tradições e as pesquisas científicas, além da experiência direta: é mais do que sabido, demonstrado e comprovado de que o leite materno é o melhor alimento para o recém-nascido (os artigos nessa seção vão apresentar o que estou dizendo).

O leite materno não necessita de nenhuma integração, nem de água, de chazinhos ou qualquer outro alimento. A sabedoria da natureza se manifesta também após o nascimento: qualquer fêmea tem como garantir a sobrevivência de seu filhote, provendo alimento e proteção imunológica ao mesmo tempo. E enquanto isso você aproveita uma oportunidade única para perder uns quilos adquiridos na gravidez, numa época em que vai ser difícil ir à Academia!

A amamentação é, além disso, de uma praticidade impressionante. Você pode dar de mamar a seu filho em qualquer situação, local e momento. Não precisa ferver bicos e mamadeiras, não precisa de nada a mais do que você mesma e o bebê. O leite materno já está na temperatura certa, possui os componentes certos nas diversas fases da mamada. Não só prático, o leite materno é barato: por que gastar mais do que o grande investimento em fraldas, roupinhas e acessórios para seu bebê?

Mamar é a melhor forma de conhecer sua mãe, sentir-se quentinho, protegido, acalmado. Dar de mamar é a melhor maneira de encontrar um momento de calma e concentração nos primeiros tempos de maternidade, você pode olhar para seu bebê e “senti-lo”, “saboreá-lo” com a alma, sem as correrias ou o estresse das fraldas a ser trocadas e dos choros que acontecem (e que também fazem parte da relação).
Amamentar é doar-se, crescer junto, descobrir tateando, cheirando, admirando o que é maternidade.

É recomendada a amamentação exclusiva até o sexto mês de vida do bebê. Contudo, como mamar não é só uma questão de alimentar-se, mas de relacionar-se, há quem sugere que deve durar até quando os dois envolvidos – mãe e filho – se sentirem à vontade. Entre os povos “primitivos” ela dura geralmente até os dois anos e meio da criança. Pode ser mais, pode ser menos. Importante é não fazer da transição um período traumático e ter a sabedoria de saber conciliar as necessidades da mãe com àquelas do filho, para preservar a relação e encaminhá-la para uma nova fase.

Qualquer problema com a amamentação, dificuldades, dúvidas, inseguranças, questionamentos é de grande importância buscar apoio, esclarecimento e informação. Os Grupos de Apoio à Amamentação estão aí para isso.

Quem não quer amamentar, talvez possa mudar de idéia ao receber orientação e apoio de especialistas e outras mães. Para quem não pode amamentar (por qualquer motivo), saber o que você e seu filho estão perdendo pode ser uma oportunidade não para se culpar ou fechar os olhos negando as evidências, mas para encontrar formas alternativas de contato e de desenvolvimento da relação. Afinal, o amor se faz em muitos modos!�

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