| A Placenta: o que é? |
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| Por Verena Schmid | |
| 02 de Julho de 2007 | |
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A placenta é um órgão incrivelmente precioso e completo, e é o único órgão “usa e joga fora” que temos. Representa as raízes da criança no terreno da mãe. É feita de dois organismos diferentes e incompatíveis, mas funciona como um único órgão, em completa harmonia.
Faz todas as funções de um corpo humano. É pulmão, fornecendo à criança o oxigênio. É coração, ajudando-a a movimentar a massa sanguinea e mantendo a circulação entre ela e a mãe. É rim, depurando e regulando os líquidos em seu corpo. É aparado digestivo, procurando e fornecendo comida. É glândula endócrina, produzindo todos os hormônios necessários à manutenção da gravidez e ao crescimento da criança. É cérebro, guiando com inteligência o sistema informativo entre mãe e bebê, e elaborando todos os dados. É sistema imunitário, fornecendo à criança anticorpos, linfócitos e macrófagos, as grandes células que podem destruir ou construir o tecido, os monstros tão temidos pelo embrião. Coordena um próprio sistema neurovegetativo. É também a fonte do líquido amniótico e o renova a cada duas horas completamente. A placenta é um órgão ativo, tem capacidade de bombear glucósio e oxigênio para a criança, conforme suas necessidades. Até o nascimento faz parte integrante do corpo da criança, também na sua parte materna. A placenta conserva o grande segredo da contemporânea unidade e dualidade entre mãe e bebê. No momento do nascimento, a placenta continua desenvolvendo todas suas funções, ajudando a criança a regular seu metabolismo e seu organismo até o ponto de equilíbrio; a partir daí ela pode seguir autonomamente. Quando os pulmões respiram, quando o coração consegue regular a circulação sozinho, quando a criança recebe açucares, substâncias nutritivas e anticorpos do seio materno, quando os ácidos produzidos pelo parto são descarregados e os rins da criança funcionam, então (e somente então) pode-se deixá-la. Naturalmente, se o cordão permanecer íntegro. Quando a criança não precisa mais da placenta, não somente interrompe a comunicação, e portanto a circulação, mas faz destacar a placenta do corpo materno e a faz expelir. Somente então é o momento para cortar o cordão umbilical. Certamente a placenta é um órgão precioso que merece respeito, atenção e conhecimento. Leia também: Rituais, hábitos e virtudes terapêuticas da placenta *Extraído de Verena Schmid, “Venire al mondo e dare alla luce. Percorsi di vita attraverso la nascita”. Milano, Urra, 2005, pp. 194-5. Tradução por Adriana Tanese Nogueira.� HTML Comment Box is loading comments...
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