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Mais mulheres querem ter seus filhos em casa, a despeito da crônica falta de parteiras.
O Governo prometeu que até o próximo ano todas as mulheres vão poder escolher onde e como dar à luz. Susie Mesure Domingo, 16 de Março de 2008
Uma revolução está acontecendo em como as mulheres dão à luz, e é sem cirurgias, sem drogas e sem hospitais. Inspiradas por celebridades como Charlotte Church, Davina McCall, Thandie Newton e Maggie Gyllenhaal, um número record de mulheres está tendo seus filhos em casa.
Mais gestantes estão enfrentando corajosamente a dor e desistindo da cesárea eletiva em algumas partes do país porque as parteiras locais lhes estão ensinando que parto é natural, não um procedimento médico, na maior parte dos casos. Muitas mulheres estão também sempre mais preocupadas com as infecções hospitalares.
Uma das localidades mais quentes é Bridgend, no Sul do Gales, onde um a cada quatro bebês um nasceu em casa o ano passado. Apesar dos partos domiciliares na Inglaterra aumentarem de 10 por cento em 2006 em relação a 2005, de 16,923 eles ainda só representavam 2.5 por cento de todos os nascimentos. As mulheres do sul-oeste lideram a lista: West Somerset teve a maior quantidade de partos domiciliares na Grã Bretanha com 14.2 por cento, devido ao forte aliança local das parteiras.
Mas as parteiras em outras localidades estão se preparando para incentivar o interesse em partos fora do hospital em paralelo com o novo filme que vai ser lançado na UK no próximo mês. O Business of Being Born, produzido por Ricki Lake um entrevistador americano, onde dá uma demonstração de como ter um filho em casa, na banheira.
O Governo prometeu que até o final do ano que vem todas as mulheres vão poder escolher onde e como dar à luz a seus bebês a despeito da carência de parteiras, o que alguns acreditam vai fazer falhar seu plano. "Não conseguimos imaginar isto acontecendo," disse Mervi Jokinen do Colégio Real das Parteiras.
Apesar dos hospitais sustentarem que todos oferecem às mulheres a opção do parto domiciliar, a realidade sugere outra coisa. Newham, no leste de Londres, na semana passada tornou-se o ultimo hospital a suspender seu serviço de parto domiciliar por falta de pessoal. A carência de parteiras alcança na capital cerca de 30 por cento.
Apesar das poucas evidências, os proponentes acreditam que dar à luz em casa não é mais perigoso do que no hospital. Dúvidas apresentadas nas pesquisas vão ser respondidas pela Unidade Nacional de Epidemiologia Perinatal da Universidade de Oxford, que está conduzindo um estudo a ser publicado em 2009, usando dados coletados entre parteiras em todo o país.
Uma razão central do por que as taxas de partos domiciliares é alta em grande parte do Gales mais do que em outro lugares na UK é que seis anos atrás a Welsh Assembly estabeleceu o objetivo de 10 por cento, algo que o RCM está pressionando o Governo a adotar também. "Nós queremos acabar com a medicalização dos cuidados obstétricos. Para a grande maioria das mulheres ter um bebê não é um procedimento médico. Às vezes existe um crença de que a cesárea não é nada de mal, o que é falso porque se trata de uma cirurgia abdominal de grande porte", afirmou a representante do RCM Welsh.
O Colégio Real de Obstetrícia e Ginecologia apoia o parto domiciliar para gestantes de baixo risco. Mas alerta as mulheres a considerar o que pode acontecer se algo der errado: cerca de uma em três mulheres que tentam dar à luz em casa acaba no hospital.
A história de uma mãe
Davina McCall teve seus três filhos em casa após ter ouvido da esposa de um amigo que a prática era "empoderadora, bonita e espiritual".
"Eu não era do tipo, 'Quero ter o bebê em casa a qualquer custo'. Estava mais preocupada com a segurança do meu bebê, mas as últimas ultras dos três mostrava que não havia nada de errado, de modo que a casa pareceu um lugar gostoso para ter meu bebê.... E, se estivesse estado no hospital, tenho quase certeza de que teria levado uma epidural e estou muito contente por tê-la evitado.
"Uma coisa que me deu o fato de não ter recebido remédios para alívio da dor foi que senti muito orgulho de mim mesma. Naturalmente isso doi: você tem que deixar sair um grande bebê por tua vagina - todos os teus ossos devem se mexer e tudo o mais - mas é uma questão de treinar a tua mente a lidar com a dor. Eu me concentrei em dizer a mim mesma que se tratava de uma 'dor segura'."
http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-wellbeing/health-news/huge-rise-in-number-of-home-births-796618.html |