|
No Brasil, a partir do final da década de 90, esta preocupação traduziu-se na "Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso - Método Canguru" (AHRNBP-MC) elaborada e implementada pelo Ministério da Saúde (MS), através de norma, protocolos e de um amplo processo de capacitação nas diferentes regiões do país.
A AHRNBP-MC se caracteriza principalmente pela mudança na forma do cuidado neonatal baseada em quatro fundamentos básicos:
* acolhimento do bebê e sua família; * respeito às singularidades (cuidado individualizado); * promoção do contato pele-a-pele o mais precoce possível; * envolvimento da mãe nos cuidados com o bebê.
O método brasileiro caracteriza-se pelo desenvolvimento em três etapas, interligadas, onde o sucesso de uma etapa depende do adequado trabalho realizado na etapa anterior.
Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil Print version ISSN 1519-3829 Rev. Bras. Saude Mater. Infant. vol.6 no.4 Recife 2006 doi: 10.1590/S1519-38292006000400010
Conhecimentos e práticas dos profissionais de saúde sobre a "atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso - método canguru"
Marcia de Abreu e Silva Hennig; Maria Auxiliadora de Souza Mendes Gomes; Nicole Oliveira Mota Gianini
Instituto Fernandes Figueira - IFF FIOCRUZ/RJ. Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. CEP: 22.250-020 Tel: 21 2554.1700 - Fax: 21 2553.6730. E-mail: mabreu@rio.com.br
RESUMO
OBJETIVO: identificar os conhecimentos e as práticas sobre a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso - Método Canguru (AHRNBP-MC) de profissionais médicos e de enfermagem em maternidades públicas da cidade do Rio de Janeiro. MÉTODO: estudo descritivo transversal realizado através de questionário. Participaram das entrevistas 148 médicos e enfermeiros atuantes nestas unidades. Destes, os 116 profissionais que atuam exclusivamente na unidade intensiva responderam sobre quesitos específicos das práticas assistenciais sobre a perspectiva da AHRNBP-MC. RESULTADOS: em relação às estratégias apontadas para minimizar ruído e luminosidade, 39% dos profissionais referiram atender rapidamente aos alarmes/cuidados no uso dos equipamentos e 88% apontaram a diminuição da luminosidade em pelo menos 1 período em 24h. Como estratégias para dor/desconforto, 34% referiram usar a sucção não-nutritiva e 9% citaram utilizar glicose. Oitenta e três porcento relataram serem as informações do quadro clínico as principais informações aos pais na 1ª visita. O exame físico é o procedimento em que é permitida a presença da mãe para 73% dos entrevistados. Cinquenta e nove porcento usavam a estabilidade clínica como critério para a ida do bebê ao colo materno pela primeira vez. CONCLUSÃO: apesar do conhecimento teórico sobre a Atenção Humanizada, os profissionais ainda não o utilizam plenamente em sua prática clínica, sugerindo que ainda não está completamente assimilada a abrangência dessa forma de cuidado neonatal.
Palavras-chave: Método canguru, Cuidados de saúde, Recém-nascido de baixo peso, Programa de Humanização no Pré-Natal e nascimento, Prática profissional.
Leia o artigo aqui . |